É cada vez mais comum ouvir falar das tempestades que assolam o território nacional: Ana, Bruno, Félix Gisele… Mas como se escolhe o nome e quem o atribui?

Pois bem, a iniciativa de dar nome às tempestades que afetam o sul da Europa resulta de uma iniciativa de colaboração entre as agências de meteorologia de Portugal, Espanha e França, respetivamente o IPMA, a AEMET e a MétéoFrance.

O sistema de nomeação de tempestades - apenas aquelas cuja intensidade produz impactos em bens e pessoas - insere-se num projeto que visa assegurar e facilitar a cooperação entre os serviços meteorológicos de vários países, melhorando a comunicação entre autoridades e a eficácia da comunicação pública das medidas de emergência em caso de fenómenos climáticos. Enquanto se aguarda que o projeto se estende a outros Estados europeus, o sistema de nomenclatura respeita também as autoridades meteorológicas da Irlanda e do Reino Unido (Met Eireann e pelo Met Office), sempre que a tempestade afete primeiro esses dois países.

Quanto à escolha dos nomes, eles seguem a ordem alfabética, alternando nomes femininos e masculinos, e são inscritos numa lista pré-estabelecida. O primeiro dos três países a ativar o alerta laranja ou vermelho, dará nome à tempestade, informando os outros dois. Em 2018 os nomes definidos são: Ana, Bruno, Carmen, David, Emma, Felix, Gisele, Hugo, Irene, Jose, Katia, Leo, Marina, Nuno, Olivia, Pierre, Rosa, Samuel, Telma, Vasco e Wiam.