A Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) confirma a existência de 12 focos de Xylella fastidiosa, em espaços públicos e jardins particulares no concelho de Vila Nova de Gaia, o que conduziu ao alargamento da Área Demarcada, conforme esclarece o ofício circular n.º 12/2019.

Após a confirmação do primeiro caso da bactéria Xylella fastidiosa em Vila Nova de Gaia, no início de Janeiro, prosseguem os trabalhos de prospeção oficial intensiva, na sequência dos quais foram detetados até à data 12 focos em espaços públicos e jardins particulares daquele concelho.

As espécies de plantas infetadas compreendem diversas ornamentais e espontâneas, designadamente Lavandula dentata, Lavandula angustifolia, Rosmarinus officinalis, Artemisia arborescens, Coprosma repens, Myrtus communis, Vinca, Ulex europaeus, Ulex minor e Cytisus scoparius, conhecidas pelos nomes comuns de lavanda, alecrim, artemisia, coprosma, murta, vinca, tojo e giesta.

 

Em resultado destas deteções, “têm sido feitos alargamentos da “Área Demarcada” que compreende as “Zonas Infetadas”, incluindo todas as plantas hospedeiras da subespécie da bactéria que se encontram num raio de 100m em redor das plantas contaminadas, e uma “Zona Tampão” circundante de 5 km de raio”, informa o documento da DGAV.

A Área Demarcada determina as seguintes medidas de proteção fitossanitária:

  • Destruição no local dos vegetais hospedeiros da subespécie da bactéria presentes na “Zona Infetada” incluindo a área abrangida pelo raio de 100 m circundantes, após realização de tratamento inseticida contra os potenciais insetos vetores;
  • Proibição do movimento para fora da “Área Demarcada” e da “Zona Infetada” para a “Zona Tampão” de qualquer vegetal, destinado a plantação, pertencente aos géneros e espécies constantes da “Lista de Géneros e Espécies sujeitos a Restrições Fitossanitárias” disponível na página eletrónica da DGAV;
  • Prospeção oficial intensiva dos vegetais constantes dessa lista na “Área Demarcada” com inspeção visual, colheita de amostras e análise laboratorial;
  • Proibição de plantação dos vegetais hospedeiros da bactéria na “Zona Infetada”, exceto sob condições de proteção física contra a introdução da bactéria pelos insetos vetores, oficialmente aprovadas.

Esta bactéria não constitui risco para pessoas e animais. A colaboração de todos é fundamental para o sucesso da erradicação desta bactéria que, para além de plantas ornamentais, pode devastar importantes culturas, tais como, olivais, amendoeiras, vinhas e citrinos.

O mapa da atual “Área Demarcada” e a lista das freguesias abrangidas está disponível na página eletrónica da DGAV: 

 http://www.dgv.minagricultura.pt/portal/page/portal/DGV/genericos?generico=14076974&cboui=14076974