O Instituto Nacional de Estatística divulgou o boletim com as Contas Económicas da Silvicultura do ano 2016, revelando a diminuição do Valor Acrescentado Bruto (VAB) da silvicultura em 3,4% em valor e 1,9% em volume, relativamente ao ano anterior, e contrariando a tendência crescente dos últimos anos (2009-2015).

Da análise do documento do INE, ressalta o decréscimo nominal da Produção (-3,0%) mais expressivo que o do Consumo intermédio (-2,0%). 

A diminuição da Produção da silvicultura foi determinada, sobretudo, pelos decréscimos das produções de madeira para triturar (-5,6%) e de Serviços silvícolas (-5,0%), que não compensaram os aumentos na produção de madeira para serrar (+4,4%) e de cortiça (+5,8%).

O saldo da balança comercial dos produtos de origem florestal (inclui materiais que estão no perímetro das Contas Económicas da Silvicultura e produtos industriais de origem florestal) permaneceu excedentário em 2017, atingindo cerca de 2,5 mil milhões de euros. 

Os produtos à base de cortiça, com um excedente comercial de 895,3 milhões de euros, mantiveram-se como os mais relevantes.

As Contas Económicas da Silvicultura consideram um conjunto de variáveis e agregados económicos que caracterizam as atividades de silvicultura e de exploração florestal, não abrangendo a transformação industrial de madeira, de cortiça e de outros produtos de origem florestal. 

Neste âmbito, a atividade silvícola compreende a produção de bens e serviços como a madeira, cortiça, plantações florestais e serviços silvícolas, em particular serviços de exploração florestal.

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