Gestão Florestal, Território e Riscos Naturais

  • Cine- Granadeiro Auditório Municipal, Av. António Inácio da Cruz 8, Grândola
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Gestão Florestal, Território e Riscos Naturais

Descrição

- Montados, sobreirais e azinhais -


2ª Sessão do ciclo de conferências, 17 de Abril, 10h 30m - 16h 00m


Programa:

10h 30m - Abertura pelo Sr. Presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes

10h 45m - 1ª parte

"O montado de sobro em Portugal: Presente e Futuro"

Conceição Santos Silva, UNAC - União da Floresta Mediterrânica

"Uma nova geração de plantações para o montado"

Luís Neves Silva, WWF

"Produtividade dos montados em Portugal no período 1984-2017"

Joana Amaral Paulo, Universidade de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia

12h 15m - Intervalo para almoço

14h 00m - 2ª parte

"Adaptação do Montado às Alterações Climáticas"

André Vizinho, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências

"Da Serra de Grândola à Serra do Cercal - padrões de incêndios rurais"

Rui Almeida, ICNF - Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas

"A sustentabilidade do montado de sobro - o caso da Companhia das Lezírias"

Rui Alves, Companhia das Lezírias

15h 30m - Conclusão

"Sistemas agroflorestais mediterrânicos - uma solução transversal"

António Gonçalves Ferreira, CAP - Confederação dos Agricultores de Portugal

15h 45m - Encerramento por S. Ex.ª, o Presidente da República, Prof. Marcelo Rebelo de Sousa





O Município de Grândola, a Associação dos Agricultores de Grândola e o PEFC Portugal (Programa para o Reconhecimento da Certificação Florestal) associam-se no apoio ao evento.




Durante algumas décadas, e até há não muitos anos, o contrato social proposto aos proprietários florestais era simples e vantajoso para eles.

A memória não muito longínqua de um país desarborizado, sujeito a todas as consequências ambientais, económicas e paisagísticas dessa condição, e a convicção colectiva dos benefícios múltiplos de uma cobertura florestal significativa, justificaram, primeiro, apoios públicos generosos à florestação e, posteriormente, também à melhoria das condições em que se exercia a silvicultura.

No entanto, o advento de incêndios florestais progressivamente mais extensos, violentos e de consequências mais graves alteraram a percepção social relativamente aos méritos de quem cria e gere a floresta. Hoje, o proprietário florestal, antes de ser credor de reconhecimento e apoio na sua actividade, é destinatário de recriminações e exigências, infelizmente escassamente fundamentadas numa correcta percepção do problema com que o país se confronta e do contexto em que as actividades florestais se desenvolvem.

O alarme social provocado pelo agravamento dos incêndios e a incapacidade dos poderes públicos de o contrariarem têm motivado a urgência de uma actuação política que responda às percepções colectivas. Assim, o proprietário florestal vê-se hoje confrontado com imposições e limitações à sua liberdade de actuação que muitas vezes são tecnicamente injustificáveis, financeiramente incomportáveis ou, tão somente, injustas.

Nesta segunda sessão do ciclo de conferências “Gestão florestal, território e riscos naturais” que a Confederação dos Agricultores de Portugal leva a cabo, procurar-se-á contribuir para uma melhor compreensão pública da relevância dos sistemas de produção florestais mediterrânicos e dos desafios que se colocam na sua gestão, num contexto de rápida mudança do clima, drásticas alterações do uso do território rural, da sua população e das condições sociais e económicas em que a gestão da floresta ocorre.



Notas curriculares dos conferencistas:


Conceição Santos Silva, Eng. Florestal com mestrado em Eng. Florestal e dos Recursos Naturais, é desde 2018 - Coordenadora de Investigação, Desenvolvimento e Inovação na UNAC – União da Floresta Mediterrânica, tendo como principais responsabilidades a gestão da participação da UNAC em projectos de I&D, onde se salientam os Grupos Operacionais sobre montado, pinhal manso e outros sistemas agro-florestais do mediterrâneo. Integra na EIP AGRI, como perita, o Focus Group  “Forest practices & Climate Change” e no FSC, o Grupo Técnico de Trabalho internacional de revisão da norma de grupo FSC. Foi durante 20 anos técnica da Associação de Produtores Florestais de Coruche, com funções de coordenação do departamento técnico e de gestão do Grupo de Certificação FSC® APFCertifica.


Joana Amaral Paulo, Professora do Instituto Superior de Agronomia. Doutorada em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais. Desenvolve trabalho de investigação no funcionamento e gestão de sistemas agroflorestais, com particular ênfase no montado de sobro e azinho e no produto cortiça (subericultura). Participa no desenvolvimento e disseminação de modelos de crescimento e de ferramentas de apoio à gestão, nomeadamente do modelo SUBER e simulador sIMfLOR. Membro do comité executivo da European Agroforestry Federation (EURAF), actualmente ocupando a posição de delegada nacional por Portugal. Actualmente é coordenadora da equipa do ISA no projecto europeu AFINET dedicado à transferência de conhecimento dos sistemas agroflorestais, e membro das equipas dos projectos Incredible e Corkneighbors dedicados aos produtos florestais não lenhosos e ao estudo da competição intra e interespecífica no montado de sobro, respectivamente.


André Vizinho, Investigador em doutoramento e coordenador de projectos no cE3c - Centre for Ecology Evolution and Environmental Challenges da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dos projectos envolvidos destaca LIFE Montado & Climate: a need to adapt, AdaptForChange e BASE - Bottom up Adaptation Strategies towards a Sustainable Europe. Investiga a adaptação da agricultura e florestas às alterações climáticas, nomeadamente no montado, bem como o planeamento participativo do território desde 2012. Coordena o grupo de Adaptação às Alterações Climáticas da Rede Rural Nacional. Facilitador principal do próximo Agri Innovation Summit 2019 France - Lisieux. Licenciado em Engenharia do Ambiente, Mestre em Economia do Turismo e Desenvolvimento Regional em torno da "Viabilidade Económica da Gestão Sustentável do Montado de Sobro". Estudante de Doutoramento em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável. Website: http://ce3c.ciencias.ulisboa.pt/member/andrevizinho


Rui Almeida, Eng. Silvicultor com vasta experiência na área da prevenção e combate a Incêndios Florestais e experiencia em sistemas de informação. Atualmente desempenha funções como Chefe de Divisão no ICNF na área dos Incêndios rurais.

 

Rui Alves, Eng. Florestal pelo ISA e MBA pela Universidade Católica coordena, desde 2006, as áreas de gestão florestal e turismo na Companhia das Lezírias. Fez parte da estrutura técnica do programa Agro para a floresta e engenharia financeira e de vários gabinetes dos secretários de estado da floresta e desenvolvimento rural (XIII, XIV, XV, XVI Gov. Const.), onde participou na formulação, negociação e legislação do Plano de Desenvolvimento Rural. Na ERENA trabalhou nas áreas do planeamento e gestão de caça e florestas, conservação da natureza e turismo. Foi bolseiro de investigação em políticas de desenvolvimento rural.


António Gonçalves Ferreira, Eng. Agrónomo pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e M.Sc. in Agricultural Economics no Wye College, University of London. Produtor agro-florestal em Coruche, é vice-presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal, presidente da direcção da UNAC – União da Floresta Mediterrânica, membro da direcção      da FILCORK – Associação Interprofissional da Fileira da Cortiça e também da APFC – Associação de Produtores Florestais de Coruche.





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