A primeira estimativa do INE sobre as Contas Económicas da Agricultura (CEA) para 2011 regista um decréscimo de 10,7%, em termos reais, do Rendimento da Actividade Agrícola, por unidade de trabalho. De acordo com o INE, o Rendimento de Factores deverá diminuir 13,6%, em consequência do decréscimo dos Outros Subsídios à Produção (-18,2%) e do Valor Acrescentado Bruto (VAB). O decréscimo do VAB (-10,2%) resulta de uma diminuição de 0,6% da Produção e de um acréscimo do Consumo Intermédio de 5,3%, em termos nominais.
Estima-se, para 2011, um decréscimo nominal da Produção do Ramo Agrícola a preços de base (-0,6%) e um aumento do Consumo Intermédio (+5,3%). Em termos reais, tendo como referência o deflactor do PIB, o Rendimento de Factores deverá decrescer 14,4%, o que, associado a uma redução de 4,2% do Volume de mão de obra agrícola (VMOA), deverá conduzir a um decréscimo real de 10,7% do Rendimento de Factores, por unidade trabalho/ano, em relação a 2010.Segundo a estimativa emitida pelo INE, a produção agrícola de 2011, mais concretamente a produção vegetal, deverá ser afectada pela adversidade das condições climatéricas, nomeadamente pela abundante precipitação no inverno e pelas temperaturas elevadas na Primavera e no Verão, que dificultaram os trabalhos de sementeira e prejudicaram o desenvolvimento das culturas. A Produção do Ramo Agrícola deverá diminuir, em volume, 1,3%. Esta evolução reflecte comportamentos distintos das componentes da produção, com Produção Animal a aumentar 0,4% e a Produção Vegetal a diminuir 2,7%.
