A comunicação propõe que a União Europeia (UE) comece rapidamente a aplicar o Acordo de Copenhaga, de Dezembro último, com destaque para a assistência financeira de «arranque rápido» aos países em desenvolvimento. Paralelamente, a UE deve continuar a insistir num acordo mundial firme e juridicamente vinculativo que envolva todos os países numa verdadeira acção a favor do clima.
Para tal, o Acordo de Copenhaga terá de ser integrado nas negociações da ONU e as fragilidades do Protocolo de Quioto terão de ser resolvidas. Para promover o apoio às negociações da ONU é fundamental um grande esforço da UE, pelo que a Comissão irá trabalhar em estreita colaboração com o Conselho e com o apoio do Parlamento Europeu.
Segundo o Presidente Durão Barroso, «a Comissão está determinada a manter o ímpeto para uma acção à escala mundial relativa às alterações climáticas. A comunicação hoje divulgada define uma estratégia clara sobre os passos necessários para reanimar as negociações internacionais e envolver os nossos parceiros nesta via.»
Por sua vez, a Comissária responsável pelas acções relativas ao clima, Connie Hedegaard, declarou: «Em Copenhaga, o mundo teve uma oportunidade única, mas não a aproveitou em pleno. Importa agora assegurarmos o ímpeto e procurarmos o máximo de resultados específicos e substanciais em Cancún, garantindo um acordo quanto à forma jurídica, o mais tardar, na África do Sul. Copenhaga foi um passo em frente. Embora o Acordo tenha ficado aquém das ambições da Europa, a UE pode aproveitar o apoio crescente que lhe é dado à escala mundial, canalizando-o para a acção.»
A UE comprometeu-se a conseguir até 2020 uma redução de 20% nas suas emissões, em relação aos níveis de 1990, e a subir esta redução para 30% se outras grandes economias concordarem em cumprir a sua quota-parte no esforço mundial. Antes do Conselho Europeu de Junho, a Comissão vai preparar uma análise das políticas práticas que serão necessárias para concretizar a redução de 30% nas emissões. Posteriormente, definirá uma via para a transição da UE no sentido de se tornar uma economia hipocarbónica até 2050. Em coerência com a estratégia da UE para 2020, o objectivo é apresentar soluções inteligentes que beneficiem, não só as alterações climáticas, mas também a segurança energética e a criação de emprego.