Lisboa, 4 de Abril de 2012 – A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e o Pingo Doce apresentam uma iniciativa de apoio aos produtores nacionais de frescos que consiste na antecipação, sem custos financeiros e para uma média de 10 dias, do prazo de pagamento pelo Pingo Doce a 402 fornecedores oriundos do sector primário.
A medida resulta dos esforços continuados desenvolvidos pela CAP com vista à sensibilização dos vários agentes para a difícil situação socioeconómica em que se encontram os agricultores portugueses, a que se juntaram evidências sustentadas de dificuldades de acesso a soluções de financiamento diagnosticadas pelo Pingo Doce junto de muitos dos seus fornecedores nacionais de produtos do sector primário, designadamente pequenos e médios produtores com modelos de negócio viáveis mas cuja sustentabilidade está ameaçada pelo enquadramento económico e financeiro.
A falta de liquidez constitui-se, de facto, para estes fornecedores, num importante obstáculo à gestão corrente dos seus negócios, ameaçando mesmo, em muitos casos, a sua continuidade. Para o Pingo Doce, a estabilidade da sua rede nacional de abastecimento é crítica para o seu próprio sucesso no mercado e as relações que tem estabelecidas com centenas dos seus fornecedores são consideradas fundamentais para o posicionamento competitivo da marca no curto, médio e longo prazos.
Assim, após a análise detalhada de cada situação particular, o Pingo Doce decidiu que, durante os próximos 12 meses e com carácter extraordinário, irá selectivamente reduzir para uma média de 10 dias o prazo de pagamento a 402 dos seus fornecedores do sector primário. Estes fornecedores correspondem, na realidade, a cerca de 700 produtores na medida em que muitos se organizam em associações ou cooperativas, e representam cerca de 50% dos fornecedores nacionais de perecíveis do Pingo Doce.
A medida, que tem um carácter extraordinário, permitirá contribuir para a estabilidade da cadeia de abastecimento às lojas e para a própria sustentação do sector primário.
O Pingo Doce considera que esta é uma medida que, embora tendo um impacto no curto prazo no seu capital circulante estimado entre 80 e 100 milhões de euros, é determinante para a sua estratégia de competitividade e de sustentabilidade de longo prazo.

